O que “13 Reasons Why” e o jogo da “Baleia Azul” têm em comum?”

 

O que “13 REASONS WHY” –  Série da Netflix –  E o jogo da “BALEIA AZUL” têm em comum?

A questão do suicídio na adolescência: Um assunto que precisa ser abordado pela escola e pelos pais.

Entre adolescentes, jogos que causam preocupações surgem com frequência, principalmente nestes tempos de relacionamentos on-line.  A preocupação que causam é diretamente proporcional às consequências que trazem como resultado. Portanto, o desafio da Baleia Azul merece muita atenção, já que sua meta final é o suicídio do participante.  A primeira curiosidade desse jogo está na escolha de seu nome, que seria decorrente do fato de esse imenso mamífero ter uma suposta tendência de encalhar nas praias, com a intenção de se suicidar.

Nesse jogo, o adolescente participante faz um pacto com os “curadores” (os responsáveis pelo jogo) e começa a receber desafios pelas redes sociais. De metas simples, como assistir a filmes de terror durante a madrugada, deixar triste alguém que ama ou atravessar uma rua de maneira lenta, elas se tornam mais perigosas com o tempo. Até que chega o desafio final: o suicídio.

O tema do suicídio está também sendo fortemente colocado em pauta a partir da estreia, há algumas semanas, da série “13 Reasons Why”, do serviço de streaming Netflix. Nela, uma adolescente, depois de uma série de acontecimentos que lhe impactaram negativamente, decide se matar. Antes disso, porém, deixa 13 fitas K7 gravadas, nas quais explicita os motivos por ter realizado tal ato extremo. Essa produção, cuja classificação indicativa é para 18 anos, sofreu inúmeras críticas de médicos e órgãos de saúde, por ter romantizado o suicídio e por não ter tratado o temacom o viés recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como se pode notar, o tema do suicídio está no ar e blindar nossas crianças e adolescentes, tentando afastá-los desse assunto, não os deixará imunes às influências que hoje são disseminadas, sobretudo, pelas redes sociais.

Ressalta-se que o público alvo deste jogo tem sido crianças e adolescentes com tendência a depressão, numa faixa etária entre 12 e 14anos, preferencialmente.

A depressão nessas fases da vida é mais difícil de ser identificada. Muitos comportamentos, considerados como apenas formas de chamar a atenção, acabam sendo banalizados e não são levados muito a sério. Se realmente estão querendo chamar a atenção, é melhor buscar compreender as razões, mesmo que aparentemente pareçam banais.

Em relação ao suicídio, dados divulgados pela BBC Brasil indicam que, entre 1980 e 2014, a taxa entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27,2% no Brasil, o que tem alarmado especialistas.

Os pais devem estar atentos às mudanças de comportamento de seus filhos, se as atividades rotineiras, inclusive as prazerosas estão mais difíceis de serem realizadas, ou se há, inclusive, uma maior irritabilidade ou até mesmo surgimento ou aumento de agressividade. Diferente do adulto, a criança e o adolescente têm maior dificuldade em expressar o que lhe incomoda, demonstrando muitas vezes que algo não lhe vai bem por meio de dores físicas (como queixas constantes de dores de cabeça, de barriga, sem motivos) ou por meio de isolamento, comportamentos opositivos e até mesmo desafiadores.

Caso tais mudanças estejam ocorrendo, é importante buscar ajuda profissional médica e/ou psicológica. 

“Conectar. Comunicar. Cuidar.”

Esse é o atual lema da campanha de prevenção ao suicídio da OMS. Nesse contexto, algumas recomendações práticas podem ajudar as famílias:

busquem informações sobre o Jogo da Baleia Azul e conversem com seus filhos abertamente sobre o assunto e sobre os seus perigos. Somente o conhecimento sobre o tema permitirá uma conversa verdadeira;

monitorem o uso de smartphones e de redes sociais, ainda que isso possa parecer inviável num primeiro momento. Atenção: monitorar não é invadir a privacidade. É cuidar;

– realizem acordos sobre os horários para o uso da internet;

orientem os filhos para que não adicionem pessoas estranhas em suas redes sociais;

– estejam sempre atentos ao comportamento de seus filhos. Qualquer alteração brusca, tanto no comportamento, quanto no rendimento escolar precisa ser averiguada;

– se o(a) seu(sua) filho(a) já estiver assistindo à série, passem a fazer isso juntos e conversem sobre as possíveis alternativas para a resolução dos dilemas apresentados.

Quando as crianças e os adolescentes sentem que há a possibilidade de encontrar na família um ambiente acolhedor, a probabilidade de compartilharem o que acontecem ao seu redor, assim como suas dúvidas e angústias será muito maior.

E promover um ambiente acolhedor não é sinônimo de deixá-los fazer tudo o que desejam.  É lugar de promover diálogo, educação, limite e afeto.  É possibilitar a construção de um vínculo permanente de confiança, onde a criança e o adolescente poderá acessá-lo sempre, principalmente nos momentos em que se sentir ameaçado,  em perigo.

De nossa parte, estejam cientes de que estamos atentos a manifestações de fragilidades e comportamentos que despertem atenção.  Também nós estamos conversando com eles sobre esse assunto, no sentido de que se fortaleçam frente às diversas situações que a vida apresenta, nem sempre favoráveis, mas sempre contornáveis.

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Abaixo seguem alguns links interessantes, explorando mais o assunto:

http://oglobo.globo.com/sociedade/tecnologia/apos-baleia-azul-especialistas-aconselham-pais-sobre-como-lidar-com-internet-21241851#ixzz4fMYdPm3U

http://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/o-desafio-da-baleia-azul-e-uma-pratica-criminosa/

http://blogs.oglobo.globo.com/eissomesmo/post/o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-jogo-da-baleia-azul.html

http://m.tecmundo.com.br/crime-virtual/115715-alerta-cibercriminosos-obrigam-criancas-participar-jogo-baleia-azul.htm?f&utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=thumb

 

Um cordial abraço!

Equipe Reino

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