O futuro que queremos evitar

Se tratamos do futuro que queremos criar, também temos que pensar no futuro que queremos evitar.

Em semanas anteriores, muito falamos sobre as frentes que compõem a educação que o mundo exige, aquela na qual os conteúdos fazem sentido, pois são utilizados no dia a dia. Temos também salientado a importância do desenvolvimento das habilidades e competências que, quando acionadas diante de uma nova demanda ou novo conteúdo, garantam novos aprendizados, pois é assim que o “aprender sempre” acontece ao longo da vida. De modo geral, temos dado muito foco às competências socioemocionais, visto que elas já não são apenas pré-requisitos sociais, educacionais e do mercado de trabalho; elas são obrigatórias.

No entanto, é preciso que também coloquemos luz na questão do meio ambiente. Claro que todo o conjunto de saberes aponta para a conscientização sobre o assunto. Mas é preciso ir além. Vivemos não só em nosso país, mas também em vários pontos de nosso imenso globo, com situações que merecem muita, mas muita atenção. As queimadas, aqui e acolá, colocam nosso planeta em risco, entre tantas outras ameaças.

Se tratamos do futuro que queremos criar, também temos que pensar no futuro que queremos evitar. “A árvore ainda é a tecnologia mais eficiente para retirar o dióxido de carbono da atmosfera e desacelerar o aquecimento global”, afirma o astrofísico Pedro Machado, da Universidade de Lisboa. Além dele, muitos são os cientistas e estudiosos que apontam a emergência nas ações.

Nesse contexto, a escola é, mais do que nunca, palco para esse debate, seja provocando colisões e reflexões sobre a realidade vigente, seja atuando de forma prática: ativando e incentivando a cidadania, promovendo o conhecimento das inovações sociais e urbanísticas, trazendo exemplos de cidades e comunidades resilientes e sustentáveis transformadas por cidadãos ativos que reconfiguram e conservam seus espaços.

Nenhuma outra instituição tem protagonistas tão potentes e que serão relevantes na formação de contextos mais sustentáveis: as crianças e os jovens. Quanto aos resultados, eles serão tão melhores quanto mais alinhadas estiverem as famílias e a escola, porque o desafio é gigante e exige parceria e união.

Podem ser pequenos passos, mas eles nos permitirão começar a sonhar com um futuro a partir deste presente. Um presente que desfrutamos a cada novo amanhecer: A VIDA.

Já passamos da hora de acordar.

Uma ótima semana a todos e até a próxima.

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