Problemas Comportamentais Na Escola: Possíveis Causas e Soluções – Parte 1

Problemas comportamentais na escola é um tema que gera diversas dúvidas e muita preocupação para pais, professores e demais profissionais da área pedagógica.
Embora os problemas de comportamento que prejudicam a rotina da sala de aula sejam os mais notados, pois são aqueles ligados à transgressão de regras, não podemos deixar de lado as questões relacionadas à falta de interação social no ambiente escolar.

Afinal, o que são problemas comportamentais?
Essa definição não é tão simples, porque o comportamento esperado de um indivíduo, em diferentes idades, varia de acordo com padrões sociais, culturais e familiares. Por exemplo, o comportamento considerado ideal para uma criança de 6 anos no Japão pode ser um tanto diferente do que se espera no Brasil.

Quando pensamos em problemas de comportamento na escola, temos:

  • o desrespeito às regras estabelecidas;
  • a agressividade física e verbal direcionada a colegas, professores e a demais funcionários da escola;
  • a ausência ou dificuldade de interação social no ambiente escolar.

Na creche e na pré-escola, uma parte importantíssima do trabalho em sala de aula é, justamente, mostrar aos alunos quais são as regras de convivência e de respeito mútuo a serem observadas, assim como as normas gerais de disciplina. É comum haver um cartaz ou quadro com os “combinados” da turma, onde fica exposto, de forma clara e objetiva, o que cada um pode ou não pode fazer.

É verdade que, na escola, a criança passa a integrar um círculo social mais amplo, tendo que conviver com crianças e adultos diferentes, além de dividir a atenção do professor, o espaço físico e os objetos, coisas que, em casa, talvez não precisasse fazer, sobretudo no caso de filhos únicos. Entretanto, não é uma tarefa exclusiva da escola ensinar a aceitar o significado da palavra “não”, a pedir “por favor”, a dizer “obrigado” e a entender que as agressões físicas e verbais são inaceitáveis.

Conforme o aluno avança para as próximas etapas do ensino, espera-se que já tenha internalizado as regras coletivas de convivência, assim como tenha o devido conhecimento das normas disciplinares próprias da instituição onde estuda. Vale lembrar que a primeira socialização, aquela que ocorre no lar, é fundamental para a devida assimilação de tais princípios. Assim, a criança já ingressa na escola, ainda que muito pequena, com noções do que é certo ou errado aprendidas no ambiente familiar e com experiências de socialização prévia.

Essa experiência de socialização vai muito além do fato de a criança conviver ou não com outras crianças: também depende do tipo de comunicação que os pais estabelecem com seus filhos. Crianças que, desde cedo, são estimuladas e expressar suas necessidades e preferências, sem que a mãe, o pai ou cuidador tentem adivinhar o tempo todo do que elas precisam, certamente têm mais facilidade em interagir socialmente no ambiente escolar.

Embora cada criança apresente um grau de extroversão variável de acordo com sua personalidade única, a timidez excessiva, que impede o aluno de interagir com seus colegas, participar das atividades festivas ou, simplesmente, fazer perguntas ao professor, também pode ser considerada um problema de comportamento que precisa ser devidamente analisado.

 

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